#24| O que é visibilidade acadêmica?
spoiler: nada divulgado por spam humano nem conteúdo escrito ou ilustrado por IA!

Essa semana recebi uma mensagem direta no Instagram de um cara que eu não conheço e não sigo (pergunte-se como tenho certeza de que é um cara!) me convidando a divulgar a produção dele… do nada… e de graça. Ele disse aquela coisa de sempre, tentando me sensibilizar: “Ah, tenho uma editora independente muito pequena”. Sempre fico impressionada com o hábito que os caras têm de enviar seus próprios conteúdos sem o mínimo de contexto, como se eu tivesse tudo a perder na vida se não consumir e divulgar seus produtos.
Esse tipo de situação, na qual o benefício é, evidentemente, restrito à pessoa que precisa, sempre me lembra da aula de literatura barroca, em que o professor explicou a argumentação de Gregório de Matos (2018) na poesia “A Jesus Cristo nosso senhor” (Matos, 2018). Durante a exposição, ele destacou o verso: “[…] e não queirais, Pastor Divino,/ Perder na vossa ovelha a vossa glória”. Embora, no texto poético, a voz esteja barganhando com uma força superior, meu exemplo contemporâneo e banal se relaciona ao clássico no que se refere ao senso de autoimportância (e de autoconfiança) do sujeito que inverte o real. Note que o texto literário é introduzido por uma mea culpa do sujeito que pecou, sugerindo o entendimento de sua condição de dependência do querer do outro; mas ele põe tudo a perder (ou nos arranca gargalhadas) no encerramento, quando sugere que, se Deus não o perdoar, ele arrisca perder a própria glória, claro!
Também recebi outras mensagens, mais voltadas para lançamentos do próprio autor, a tal da autodivulgação (novamente, homens cis-héteros) e fui me dando conta de uma coisa: essa galera realmente confunde ser “spam humano” (Kleon, 2017) com divulgar o seu trabalho. Numa dimensão usual do tipo de relação que o poeta baiano tentou estabelecer com o seu interlocutor divino, no fim das contas, o que os autores tentaram fazer foi me convencer de que investir meu tempo em consumir, analisar e divulgar suas obras, na verdade, é bom pra mim!

E, como vivemos, atualmente, uma mudança nas diretrizes da CAPES1 (para o quadriênio 2025-2028) nos periódicos relacionada à visibilidade científica, precisamos conversar sobre esse tema antes que os rapazes comecem a “nos convidar” pra citar e compartilhar seus artigos acadêmicos.
O modo de avaliação, conhecido como Qualis2, que classificava os periódicos acadêmicos entre A1 e B4, foi descontinuado e substituído por uma proposta de avaliar os artigos individualmente, em três dimensões: indicadores bibliométricos dos veículos e dos artigos (basicamente, citações) e, por fim, a avaliação qualitativa (pertinência e contribuição para o avanço). Então, se antes o prestígio da revista já tornava todos os textos imediatamente equiparados à nota do periódico, a partir de 2025, o objetivo passou a ser o impacto da produção na área (Paraguassu, 2025).
Dentre essas mudanças, a que gerou mais discussão mesmo antes de ser implementada, diz respeito ao segundo procedimento:
[porque] será possível combinar elementos quantitativos do artigo, como índices de citação e indicadores alternativos, ou “altimétricos”, como menções em sites e redes sociais e número de downloads, com critérios qualitativos do periódico em que ele foi publicado, valorizando, por exemplo, revistas de acesso aberto de boa qualidade ou de relevância nacional, como as indexadas na coleção SciELO (ABCD.USP, 2024 - destaque meu).
De fato, a nossa experiência recente com as big techs e com marketeiros do espectro político oposto ao nosso, manipulando o discurso de forma desonesta (fake news) e injetando dinheiro em impulsionamento, faz com que tenhamos grande receio de que nossos artigos sejam analisados, tendo em vista as métricas das redes sociais. Primeiro, porque, conforme o Brasil de Fato (2025), “ [A] produtora de extrema-direita Brasil Paralelo lidera ranking de anúncios políticos na Meta” com investimento de mais de um milhão e meio de reais no primeiro semestre de 2025. Segundo, porque os algoritmos de recomendação das redes sociais privilegiam conteúdos conservadores (Brasil de Fato, 2023). Em terceiro lugar, o fato de até grandes perfis de influenciadores de esquerda serem excluídos ou submetidos ao “soft ban” no Instagram (Brasil de Fato no Instagram, 2025).

Além dessa mudança na avaliação da qualidade dos artigos ter como desafio a própria distribuição desigual de informações, ela esbarra nos limites do Marco Legal da Internet (LEI nº 12.965/2014)3 no que se refere aos direitos e garantias de usuários de redes sociais. Então, pra pesquisadores que escolheram não estar nas redes sociais mais populares até agora, eis o momento em que talvez seja necessário rever a estratégia de tornar o seu trabalho mais encontrável (Kleon, 2017).
Sim, tudo o que descrevi até agora é desanimador, mas é real: precisamos nos apropriar das ferramentas digitais (letramento) e de estratégias críticas para visibilizar a nossa produção acadêmica sem importunar ninguém e sabendo que somos uma versão microscópica de Davi lutando contra Golias (o atual estado do capitalismo).
Aprenda a conversar
Durante a pandemia, a função de intelectuais públicos ficou bastante evidente: aulas, cursos e uma série de atividades e conteúdos on-line foram disponibilizados por pesquisadoras e pesquisadores de alto nível. Sem dúvida, a segurança dessas pessoas, garantida por serem servidoras públicas (confinadas e com conforto material) naquela época crítica, foi o fator que possibilitou esse trabalho pro bono (para o bem público) na internet.
Se, por um lado, essa visibilidade alimenta o imaginário sobre “como se parece um intelectual” - porque no geral, são pessoas brancas, cis etc, etc - por outro, torna o conhecimento acadêmico mais próximo. Afinal, essas pessoas compartilharam conhecimentos e ideias que dominam, dando visibilidade a temas pouco discutidos e propondo cursos livres sobre assuntos de interesse, não só da comunidade acadêmica, mas da sociedade em geral, e de modo acessível, por meio de linguagem simples4, exemplos práticos e postura amigável5. Nesse sentido, a linguagem, o ritmo e a performance intelectual precisaram se adequar um pouco ao contexto, o que consolidou tais figuras como intelectuais públicas.
A partir disso, passamos a conhecer vários nomes de especialistas que desconhecíamos e certamente, seus artigos foram mais procurados, baixados e referenciados, sobretudo aqueles publicados em português e em revistas de acesso aberto. Sem dúvida, essas pessoas foram mais procuradas para produções técnicas, orientações e, possivelmente, tiveram dados concretos sobre o impacto de suas atuações e, por fim, puderam pleitear investimento em suas pesquisas.
Devemos, sim, levar em consideração que pesquisadores reconhecidos pelos pares têm credibilidade e plataforma de modo completamente diferente de pesquisadoras independentes, pós-graduandes ou mesmo graduandos. Entretanto, também é válido observar que as ações daquelas pessoas foram direcionadas ao desenvolvimento dos outros, ensinaram “o tal do como fazer” (Kleon, 2017). Enquanto os autores , muitas vezes, apostam em distribuir suas obras como se fossem “presentes”, sem oferecer valor ao outro, muitas intelectuais6 compartilharam algo significativo com o público.
De fato, sabemos que “quando um conteúdo é de graça, o preço é você”, independentemente do preço - seja ele a sua atenção, presença ou agradecimento -, e que nós, pessoas não tão bem colocadas social e academicamente, carecemos de capital pra iniciar promoção das nossas ideias. Mas, embora não tenhamos as mesmas condições, podemos desviar do caminho egocêntrico de importunar as pessoas insistindo que leiam e compartilhem o que nós lutamos muito para escrever, só porque somos nós. Imagine se, em vez de sermos (supostamente) gênios, fôssemos pessoas legais com os outros.

Bom, um primeiro passo para aumentar a visibilidade de sua produção acadêmica é compreender a divulgação como diálogo, afinal, fazer revisão da literatura é como entrar num diálogo em andamento (Acadêmicos Anônimos, 2026). Citar é dialogar, escrever um texto expondo os seus argumentos é dialogar; em suma: apresentar seu trabalho é convidar mais gente para olhar para algo que você sabe e deseja compartilhar, não porque você quer alcançar o status de “autoridade no tema”, mas porque compreende o valor que pode ter para outras pessoas.
Entendido isso, você pode buscar formas de “partilha generosa” (Kleon, 2017), a importância prática, a relação com aquele conhecimento e a vida das pessoas. Dessa forma, você pode convidar as pessoas para a conversa, construir uma comunidade e aprender também. À medida que você tira a ênfase da sua frustração e do seu isolamento, você para de encher a DM alheia com spam ou marcar um monte de gente para ler a sua publicação; a partir disso, basta transferir a atenção para o seu processo, para uma contextualização sem jargões, isto é, um tipo de conversa na qual mais gente pode entrar e prestar atenção (Kleon, 2017).
Sei que, muitas vezes, temos pesquisas relevantes, mas carecemos de letramento digital e de ferramentas para fazer uma transposição didática para formatos mais curtos e carrosséis bonitos. Isso não torna válido o uso de Inteligência Artificial generativa/gerativa para ilustrar seus conteúdos ou produtos educacionais. Ao contrário: isso pode afastar um público bastante interessante. Ser pesquisadora em humanidades e usar IA “porque não sabe desenhar” é problemático por inúmeras razões, dentre elas, porque você está retirando artistas visuais da conversa. Existem inúmeros bancos de dados gratuitos; você tem um smartphone para tirar fotos; enfim, não busque o caminho mais fácil na sua estratégia para mostrar o seu trabalho. E jamais pense que “o público vai perder na sua ovelha a sua glória”.

Cuidado e reciprocidade podem mudar o rumo das coisas
É claro que o problema da divulgação, sobretudo de conteúdos, artigos e livros críticos, é muito maior do que a nossa experiência individual e “provavelmente, os responsáveis pelas revistas precisarão fazer um trabalho maior de divulgação dos artigos publicados, seja na imprensa ou em redes sociais, para que seus indicadores altimétricos melhorem” (Rode no ABCD USP, 2024).
Ou seja, não é de interesse individual que os artigos publicados sejam mais encontráveis e amplamente divulgados: as instituições e os periódicos também se beneficiam da ampla circulação das pesquisas. Mas é claro, se a mentalidade individualista e o desejo de reconhecimento público se mantiverem “na crista da onda”, todo mundo perde. Intelectuais que se propõem a reforçar ideias de genialidade, que não citam, não reconhecem nem prestigiam as contribuições de seus pares, acabam por sabotar todo o campo.
Essas práticas individualistas não são unânimes. Para minha alegria, me deparei com um post que aqueceu o meu coração: o perfil do laboratório de pesquisa Cult Pop (UFF) compartilhou um carrossel vibrante intitulado Quais disciplinas os cultpoppers vão lecionar esse semestre? (CULTPOP, 2026). Nele, integrantes do grupo que lecionam ou cursam o estágio em diferentes instituições são apresentados de forma positiva e horizontalizada. Os seus nomes, rostos, instituições e os títulos das disciplinas estão dispostos de forma descontraída, mas sempre evidenciando o que parece ser o compromisso do grupo: seguir a paixão com rigor intelectual7. Mas voltando ao post, note que esse carrossel é relevante por diversos motivos: dá visibilidade às producoes das pessoas do grupo, apostando na diversidade de pontos de vista; as cores e a forma divertida atrai a atenção e o conteúdo é útil para quem está inscrita nas instituições; causa interesse e curiosidade pra quem não está e, ainda, diz para um público maior na rede social que é possível pesquisar coisas legais à sério! O post expressa respeito e cuidado com os membros e isso se volta para o grupo em si.
Quando proponho a atenção ao cuidado, quero enfatizar alguns aspectos éticos que se refletem em nosso modo de divulgar o que produzimos. Observe que grande parte das pessoas que solicitam divulgação raramente prestigiam e acompanham o que produzimos, embora queiram que prestigiemos e divulguemos. Essa falta de cuidado no modo de tratar, considerar e respeitar o trabalho do outro nos afasta desse tipo de figura, certo? Então, se você não está bem colocada socialmente, comece sendo razoavelmente legal e prestigiando antes de qualquer coisa: ninguém é obrigado a te divulgar, as pessoas divulgam porque consideram significativo pra elas.
Existe um provérbio Lingala que diz: “mosapi moko esokolaka elongi té”, que significa literalmente “um dedo não lava um rosto inteiro”. Talvez, o modo mais próximo seja “uma mão lava a outra”. Longe de incentivar clubinhos fechados ou qualquer ideia de “toma lá, dá cá”, o provérbio sintetiza a noção de interdependência. Então, em vez de alimentar vaidades, pedir bibliografia “do nada” ou importunar, devíamos nos atentar ao nosso papel no sistema de compartilhamento de saberes. Quais trabalhos estou prestigiando e por quê? Tenho cuidado na construção de diálogos? Faço parte de quais comunidades? Estou me engajando em que tipo de conversa? E com quem?
Talvez sejamos mesmo Davi lutando contra um sistema onipresente, mutável e que prospera com o ressentimento. De fato, estamos. Mas:
Para o aumento da visibilidade das revistas da Universidade é necessário o trabalho em equipe. Assim, recomenda-se: às equipes editoriais buscarem melhorias dos aspectos técnicos das revistas; atrair a submissão de artigos de qualidade e atender aos rigorosos critérios das fontes de informação; aos autores, o envio de artigos de qualidade; às unidades de informação, participar não só na formatação do artigo, mas indicando as fontes de informação adequadas e, quando possível, trabalhando junto à comissão editorial. Enfim, o conjunto desses fatores, entre outros, aumentará a visibilidade dos periódicos presentes no Portal de Periódicos Científicos [à nível local] e, por extensão, nos demais portais de revistas científicas (Ferreira; Caregnato, 2014) .
Então, a chave da visibilidade do seu trabalho acadêmico talvez não seja o número de seguidores, polêmicas nas redes sociais ou o número absoluto de citações e downloads. A visibilidade da produção acadêmica é um modo de se relacionar com as pessoas, comprometido com a capilarização do conhecimento. É impactar a vida do outro. Mas claro, não tem nenhum problema em querer ser uma estrela: como disse minha amiga Anne Louise, certa vez: “todo mundo escreve pra ser lido”. Se você anseia por ter suas produções compartilhadas, ser considerado gênio e ser prestigiado, só toma cuidado pra calibrar mesmo assim a sua prática de divulgar conhecimento de sua área que fosse de interesse público.
Porém, se você é gente como a gente e se preocupa mais com o diálogo horizontal, criatividade e a sua paixão pela pesquisa, recomendo ler a trilogia do Austin Kleon (2022), mas especialmente o Mostre o seu trabalho. Isso me lembra uma imagem belíssima: “uma grande rede, espalhando-se entre as estrelas, através do tempo…” (Delany, 2023, p. 174).
[SEMANA #24] ATUALIZAÇÃO SOBRE A PESQUISA
Essa semana eu comecei a trabalhar na revisão técnica do livro de uma pesquisadora cujo trabalho admiro bastante. A confiança e a possibilidade de diálogo horizontal foram alentos nessa semana e, sem dúvida, inspirações positivas para o texto desta semana! Além disso, escrevi alguns resumos para submeter a eventos acadêmicos e armazenei ideias pra artigos. E se você está lendo esse texto e aprecia o meu trabalho, pode me chamar para bancas de TCC, mestrado e doutorado porque eu adoro conversar sobre o trabalho das pessoas e contribuir é uma das coisas mais legais! Essa semana também foi publicado um artigo em coautoria com a querida Anne Louise Dias, intitulado: Etnogótico e ecohorror em Gótico Mexicano (Dias; Quiangala, 2026).
Próximos eventos
Terça, 17/03 às 10h tem live na Twitch com o André Severino do Discursos Pedestres
Sábado, 21/3 das 14h às 16h - Conversaremos online e ao vivo sobre o romance afrofuturista Nova (Delany, 2023) com a querida escritora Aline Valek! Os ingressos estão disponíveis aqui e você pode usar o cupom de 50% de desconto BURNINGHELLER50.
Domingo 26/04 estarei no Marte Hall, participando do painel O medo como alerta, que contará com Verena Cavalcante, Dane Taranha e mediação das Afrofuturas (Isa e Pétala). Esse painel faz parte da programação do FLIF (Festival de Literatura Fantástica).
O QUE ESTOU LENDO/ASSISTINDO/OUVINDO/JOGANDO
Lendo: estou lendo o romance Nova de Samuel Delany (2023), no clube de leitura Bobagens Imperdíveis, da Aline Valek (2026). Vale lembrar que o livro está disponível no Kindle Unlimited! Então pega o mês grátis e venha ler com a gente! E vale a pena ler o texto da Valek (2026) sobre o Delany (2023), tá incrível!
Assistindo: vídeos sobre bullet journal, cadernos e canetas-tinteiro.
Ouvindo: o de sempre ultimamente (Silverchair, Marisa Monte, The Donnas, Doechii, Megan Thee Stallion…)
CONJURADORA OU COCODRILO?
crocodilo!

ERROS TAMBÉM NOS ENSINAM
Saiba que essa conversa só existe porque você também está aqui comigo. Então, se você também pira, erra, experimenta e se interessa por pensar em questões de pesquisa, artes, conjuração ou escrita acadêmica fora da sua cabeça, compartilhe suas dúvidas, angústias e notas para mantermos o diálogo dinâmico! Vai que isso te ajuda, me ajuda e nos eleva como comunidade? Se essa conversa fizer sentido, entre na conversa e considere também espalhar a palavra por aí com gente que também sente angústia ou morre de medo de escrever textos acadêmicos ou de fazer pesquisa! Ah, e se você gostou de algo em particular ou gostaria de sugerir um tema, ficarei contente em saber mais sobre isso! Sei que estou em falta com vocês, mas prometo responder os comentários! Não desista!
Obrigada pela leitura <3
Até mais!
Se quiser apoiar o meu trabalho, você pode:
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Assinar o meu projeto no Catarse , a partir de R$ 5.
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Comprar literalmente qualquer coisa na Amazon acessando o site pelo meu link de associado , incluindo as sugestões ao longo do post.
“O que é a CAPES?A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é uma Fundação do Ministério da Educação (MEC), que desempenha papel fundamental na expansão e consolidação da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) em todos os estados da Federação. Em 2007, a formação de professores da educação básica foi incluída em suas atividades, ampliando o alcance de suas ações na formação de pessoal qualificado no Brasil e no exterior”. (CAPES, 2020).
“Qualis-periódicos [é o] sistema de classificação de revistas científicas criado nos anos 2000 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes)” (ABCD USP, 2024).
A lei foi totalmente retalhada pelas rejeições do presidente em exercício entre 2019 e 2022 (seguindo a sugestão de Angela Davis e o letramento digital, evito escrever ou dizer o nome dele). Tudo o que se refere à transparência dos procedimentos das provedoras de internet e das redes, bem como à garantia de direitos do povo brasileiro foi rejeitado pelo então presidente.
Linguagem simples (plain language) não é um termo autoevidente; na verdade, é uma estratégia de comunicação que busca ser inclusiva para um público pouco familiarizado com o tema, bem como para pessoas neurodivergentes e/ou deficientes.
Tudo isso faz parte da tal “transposição didática”!
Ainda na pandemia, a professora Débora Diniz (2024) ofertou um curso de extensão sobre escrita acadêmica, baseado em seu livro Carta de uma orientadora. Com uma fala tranquila, a construção de um ambiente dialógico, ela reunia centenas de pessoas em suas aulas abertas no Instagram. Seu livro, com valor de capa acessível e tarefas práticas, também foi fator-chave para reunir mais de mil e quinhentas inscrições.
Acompanho o grupo nas redes desde que li textos muito bons e úteis pra minha pesquisa produzidos por integrantes.



Se a coisa vai desse jeito, não vai demorar muito para ter "publi-post" de revista e artigo acadêmicos