#20 | …E agora leio Fantasia?
Uma questão honesta sobre o modo como a escritora Jordan Ifueko, gentilmente, me levou a reavaliar a minha experiência com o gênero Fantasia!
Annedota
Essa semana eu terminei de ler o primeiro volume da duologia Raybearer, da autora estadunidense Jordan Ifueko (2021) [lê-se ifuÉco]. Além da sensação da conquista em si (afinal, tradução portuguesa), por meio dum story da autora, soube que ela faria uma palestra online na Universidade Howard sobre o seu romance The Maid and The Crocodile (Ifueko, 2024b). Essa foi a segunda experiência dela, organizada pelo Centro de Estudos Africanos, o que ela confessou ser bastante emocionante. Evidentemente, me inscrevi, adicionei à agenda e aguardei a hora sem acreditar na coincidência!
De início, Ifueko (2024a) contextualizou que pertence à primeira geração a nascer nos Estados Unidos, além de ser filha de pais nigerianos com orientação política e religiosa conservadora. Sendo assim, com o entusiasmo que ela demonstra em todas as conversas a que já assisti, a autora disse valorizar muito os momentos de conversa sobre seus livros em espaços de ensino, já que foi educada em casa, um tanto apartada do mundo. De fato, o modo como a protagonista de Raybearer, a jovem Tarisai, experimenta um tipo de isolamento é bastante vívido… mas Roland Barthes (2012) nos advertiu sobre dar vazão ao paralelo entre a autora e a obra, então seguimos por outro caminho! (risos).
Ifueko (2024a) definiu a Fantasia como um daqueles gêneros embasados na pergunta “e se”, mas ela foi além, ao apontar algumas questões, como a tendência da temática a girar em torno de experiências masculinas e brancas, excluindo as demais. Enquanto normaliza tais experiências, as obras costumam a se referir à cor “preta” de forma codificada como algo negativo, maligno ou até pior. Esses problemas, segundo a autora, também são os desafios que ela encontrou como uma jovem mulher Preta com o objetivo de escrever romances de Fantasia.
Numa rápida leitura dessas questões no clássico fundador O Senhor dos anéis (Tolkien, 2019), a escritora tocou a minha mente! Mais cedo, naquele mesmo dia, eu começava a presente Annedota explicando que desisti da Fantasia rapidamente a partir daquela obra, porque a experiência de leitura não fazia sentido pra mim. Bom, enquanto eu desisti de O Senhor dos anéis (Tolkien, 2019) e voltei ao Horror e à Ficção Científica, onde a diversidade tem (alguma) vez (e a linearidade também!), ela decidiu fazer algo diferente ao não se sentir “amada de volta”, como disse: criar um mundo com a proposta de não repetir aquele padrão discursivo, o que se tornou o magestoso, cruel, mágico e injusto mundo de Raybearer.
Independentemente das intenções, ela explicou, é fato que as obras classificadas como “Alta Fantasia” (o que pressupõe a existência duma “Baixa”) são repletas de codificações raciais pejorativas, enredos que reforçam valores conservadores e uso duma linguagem que reforça experiências específicas (como ruborizar). Além disso, a luta de classes é, muitas vezes, atenuada pela passagem da situação precária à ascensão social, quando não pela descoberta da “genuína” nobreza que fora usurpada por alguma razão. Tudo isso é inerente à forma literária do romance, herança do gênero Gótico, então, Raybearer não rompe totalmente com a tradição — e, em nosso tempo, nem poderia!

A forma literária, como explica o crítico literário Terry Eagleton (2011), informa a (e também é informada pela) ideologia e o sistema econômico; portanto, o rompimento da tradição literária atual só será completo quando uma nova forma for criada. Por ora, sem a pretensão de um rompimento total liderado por uma só pessoa-vanguardista, podemos expandir as fronteiras de nossas imaginações e mentes (Quiangala, 2021) [lê-se kianGAla] e pensar na mudança a partir da construção de comunidades de pessoas que leiam de forma crítica.
Nesse sentido, clubes de leitura como o nosso #PretaRead e tantos outros, como Futuros Dissidentes, Desafio Leia Representatividade (@afrofuturas), Leituras Decoloniais e Bobagens Imperdíveis (@alinevalek) [lê-se VÁlek], exercem um importante papel na criação de espaços comunitários seguros para conversas que aprofundem a leitura, inclusive com interesse especial nas interfaces entre a narrativa e o contexto social da realidade convencionada (Braga, 2023). Afinal, quem é dissidente sabe que o mais importante é “como lê”, porque decoficar letras não é suficiente para uma leitura competente; ainda mais, num contexto tão distorcido pela relativização da verdade que vivemos.
E sim, com isso, quero chamar a atenção do público leitor afinal, Raybearer foi traduzido para diversas línguas — inclusive a portuguesa —, mas não foi publicado no Brasil. Por quê?
Como cheguei às obras de Ifueko?
Ano passado, depois de defender a tese e de dar atenção à Alligator Bites Never Heal, a terceira mixtape da rapper Doechii (2024), comecei a pensar sobre a relação entre conjuradoras e crocodilianos (jacarés, crocodilos e gaviais). Ao mesmo tempo em que diversas representações de conjuradoras no pântano pipocavam na minha mente, todos os caminhos de interpretação estavam fechados: parecia que eu estava ilhada num tema interessante só pra mim.
Em meio a isso, o jogo South of Midnight (Compulsion Games, 2025) foi lançado no ecossistema do Xbox, com imagens poderosas de uma jovem conjuradora Negra interagindo com um jacaré albino gigante! “Não é possível: tem alguma coisa aí!”, pensei na hora.
Então decidi dar uma chance ao romance que aparecia como recomendação de influencers negras no nicho da literatura especulativa: The Maid and the Crocodile - A Novel in the World of Raybearer, de Jordan Ifueko (2024b). Pois é, um spin-off!
“Ah, você leu primeiro o spin-off?’
“Sim, eu li primeiro o spin-off.” Continuemos? (Risos)
A coincidência entre o lançamento da mixtape e do romance me intrigou, pois cada um parecia ir na direção oposta. Por um lado, as canções de Doechii (2024) exploram experiências adultas, vícios e relações complicadas; por outro, o fato de a obra de Jordan Ifueko (2024) ser direcionada ao público jovem-adulto (entre 12 e 18 anos) “ter de” aderir (eu supunha) a uma linguagem e temática completamente distinta da mixtape. Certo?
Eu não poderia estar mais errada.
Embora eu não tivesse nenhuma implicância em particular com os livros direcionados a esse público1, demorei bastante tempo até decidir ler a obra, pois imaginei que, no melhor cenário, a trama seria focada na conjuração, e, na pior, seria mal escrita ou centrada no romance entre “a empregada e o Crocodilo”. Eu errei de novo e, de quebra, me apaixonei de volta pela Fantasia (e achei bom).

É claro que muitos dos livros que nós lemos no #PretaRead podem ser classificados como obras do gênero Fantasia, dentre elas Oceanïc (Souza, 2020), Uma dobra no tempo (Engle, 2018) e Kindred: Laços de Sangue (Butler, 2019), então não é como se eu não lesse o gênero. Na realidade, a minha imersão no universo de Raybearer me chamou a atenção para um aspecto em particular: o modo como costumava ler ficção especulativa em oposição ao discurso tradicional (nichos) que constitui cada um dos gêneros principais. Como a ficção “de gênero”, muitas vezes, replica a exclusão observada nos contextos da literatura canônica (Brooks, 2017), a minha aversão à Fantasia não era infundada, tampouco resultou em escolhas teóricas equivocadas, mas não teve a minha atenção.
Mas antes da Fantasia, veio o Afrofuturismo: na dissertação do meu amigo Waldson Souza (2019) [lê-se Váldson], ele explica que o Afrofuturismo é tanto um gênero quanto uma perspectiva crítica usada para textos especulativos, de autoria negra. Além disso, para uma obra ser considerada afrofuturista, ela deve alinhar a perspectiva e a temática conferindo a centralidade à experiência de pessoas negras. Esse modo de ler e de me relacionar criticamente com as obras especulativas me aproximou do Sertãopunk, um movimento conceituado por Gabrielle Diniz, Alan de Sá e Alec Silva [lê-se Áléque] (2020). As obras de Diniz, Sá e Silva apresentam características especulativas num contexto da região Nordeste, o que é importante e necessário. Mas note que mesmo o Sertãopunk me afastou da discussão sobre especificações do gênero Fantástico.

Enquanto eu particularmente gosto dos pressupostos abrangentes, que compreendem o termo “ficção especulativa” (Quiangala, 2025), o Waldson (2019) se interessa pelo estudo minucioso dos subgêneros. Essas abordagens diferentes sempre resultam em boas conversas, inclusive sobre as camadas das mesmas obras, porque nos interessamos por elementos distintos; a cada conversa, concluímos algo mais complexo do que na leitura individual. Uma obra em comum que estudamos é Kindred: Laços de Sangue (Butler, 2019). Meu foco no doutorado foi mais nos elementos de horror que permeiam o romance e possibilitam uma abordagem Fluida, ou seja, atenta ao modo como autoras Negras articulam elementos de diferentes gêneros literários e discussões sobre gênero sociológico (Brooks, 2017). Já a pesquisa de doutorado dele está em andamento, então, mais pra frente devo trazer mais detalhes pra cá!
Fato é que, assim como a dissertação dele (Souza, 2019) expandiu a minha perspectiva sobre a abordagem crítica afrofuturista, o contato com os romances de Ifueko me convidou a olhar para “O Fantástico” em si (também conhecido como Gótico, mas isso fica pra próxima) porque a magia tem um lugar central e radiante que não é “ofuscado” por outros gêneros - ao menos, não em The Maid and The Crocodile (Ifueko, 2024b)!
O universo de Raybearer
Na palestra, Ifueko (2024b) explicou que o seu objetivo ao criar o universo de Raybearer era centralizar a narrativa na dignidade da garota Negra com a pele Preta. Segundo ela, como o “sangue azul” nas obras de Fantasia tradicionais é um elemento distintivo, sua forma de contrapor essa ideia seria construir uma protagonista nobre cuja pele Preta tenha o fundo azulado (Tarisai). Como nesse mundo as pessoas Pretas correspondem às classes mais abastadas, a autora também buscou ir além da mera inversão: em Raybearer, as pessoas pretas são privilegiadas, mas não do mesmo jeito que no nosso mundo, até porque a diversidade de personalidades, culturas e talentos é um dos aspectos brilhantes da obra e toda unanimidade “parece errada”.
Nesse mundo, que não é o nosso, temos um continente unido por magia, a presença de deuses imperfeitos e os guardiões da natureza (alagbatos) baseados no que a autora chamou de pragmatismo da África ocidental. O território que corresponde ao império Arit é composto por diferentes reinos com religiões, culturas e etnias específicas, livremente inspiradas no nosso mundo. Quanto à forma de governo, o império é governado pelo imperador, junto ao seu conselho “de uma só mente”, composto pelos Ungidos (pessoas que representam as regiões do império e possuem habilidades metafísicas).
As diferentes nacionalidades e etnias, aliás, são codificadas, sem essencialismo. O que temos como elementos culturais africanos, no nosso contexto de referência, representa a norma em Raybearer. Há exuberância, bondade e talento em todos os reinos, assim como opulência, maldade e autoritarismo. Esse cuidado em representar pessoas, povos e grupos sociais de forma multifacetada torna o mundo muito interessante e verdadeiramente verossímil.
O aspecto positivo disso tudo é a preocupação em empoderar jovens Negras, mostrando diferentes formas de existir e oferecendo um espaço ficcional para imaginar novos mundos. Essa configuração social, diferente do real convencionado, não elimina a lógica imperialista e as violências sistêmicas; ao contrário, toma tudo isso como base, mas de modo mais complicado (não subestimando o público de jeito nenhum!). Essa discussão compreende questões sobre nacionalidade, herança divina e divisão do trabalho; nesse sentido, uma série de acontecimentos articula - à moda fantástica - um paralelo com o subdesenvolvimento da África pela Europa (Rodney, 2022).

Mas The Maid and The Crocodile é uma história que se passa no mundo de Raybearer numa perspectiva completamente diferente da duologia. Enquanto Raybearer foca em questões como a vida dos nobres no alto da “torre de marfim” e o direito divino, no spin-off, a ação principal gira em torno duma jovem negra, órfã, com múltiplas deficiências e vitiligo. Essa heroína, conhecida como Small Sade (lê-se sháDEY), é uma trabalhadora essencial, ou seja, trabalha como empregada doméstica. Por um lado, ela tem uma consciência muito nítida da diferença entre as classes e da exploração, pois não tem direito nem ao descanso nem à proteção. Por outro lado, ela gosta de seu trabalho, porque sua habilidade de limpar está relacionada à sua experiência mágica. Ela limpa espiritualmente e, desse modo, modifica as circunstâncias das pessoas, um poder bem diferente do que se espera num mundo desigual.
Quanto ao deus Crocodilo, ele é um nobre que “trai a sua classe”, assim que decide investir seu dinheiro e sua vida numa tentativa de propiciar uma mudança social profunda. Embora a sua intenção seja abdicar de seus privilégios completamente, esse belíssimo homem Preto, com longos dreadlocks, tem seus equívocos inerentes à sua experiência social como, por exemplo, o seu desejo de protagonismo nessa luta.
Em suma, o romance não é simples nem de longe. Cada detalhe na arquitetura, nas vestimentas e em toda a construção de mundo serve a um princípio: a narrativa. É tudo muito complexo, mas não há excesso de descrições e nem elementos dispensáveis. Nesse sentido, Ifueko (2024b) é precisa: não é fácil articular tantas ideias, imagens e ainda oferecer uma jornada da heroína que nos transforma tanto.
E agora, leio fantasia?
Embora o gênero Fantasia esteja cada vez mais expressando a diversidade, a partir de premiações e títulos cada vez mais interessantes e diversos, ainda há uma grande disputa pelo termo. Na universidade, por exemplo, estamos vivendo dias melhores na área dos estudos literários, com uma série de grupos de pesquisa interessados na cultura pop, no insólito e na ficção especulativa. No entanto, no mundo nerd convencional, é muito mais sobre um medo enraizado de perder poder que sobre ter argumentos.
É comum sujeitos que pertencem a grupos “hiperrepresentados” acusarem os sujeitos racializados, LGBTQIAPN+, mulheres de focarem na representatividade em detrimento da qualidade da narrativa. Inclusive, como se fossemos alienadas por revindicarmos esse princípio básico. Por isso, eu passei anos lendo fantasia mais atenta a abordagens mais abrangentes, apartada do universo fantástico convencional.
Sinceramente, eu pensava que não desejava pertencer a esse espaço, mas, lendo The Maid and The Crocodile, percebi que simplesmente estava presa, vivendo o prazer da leitura, mesmo sem buscar elementos de outros gêneros e subgêneros. É óbvio que eu não preciso ser igual à Small Sade, Kirah, Tarisai ou outras personagens do universo de Raybearer para me conectar, sentir as emoções e apreciar, mas é surreal passar uma vida inteira lendo e estar me sentindo desse jeito por agora.Não à toa, apresentei tantos trabalhos acadêmicos ano passado sobre Fantasia Negra, conjuradoras, crocodilos e The Maid and the Crocodile. Quem sabe, sabe.
Antes disso, foi fundamental ler obras de autoria negra que desafiam a minha imaginação, como G.G. Diniz, N.K. Jemisin, Jim Anotsu, Waldson Souza e C. L. Polk, para chegar até hoje, elaborar e sentir o que estou sentindo.
O que estou sentindo é que, sem dúvida, a escrita de Jordan Ifueko movimentou algo profundo dentro de mim, a ponto de eu afirmar que, de fato, leio fantasia.
[SEMANA #20] ATUALIZAÇÃO SOBRE A PESQUISA
Assim que o meu diploma de doutorado saiu, notei que havia uma informação a ser retificada, mas apenas nessa semana consegui solicitar a mudança! Com isso, me sinto um pouco mais tranquila para prosseguir.
Terminar o romance de Ifueko foi importante para uma análise mais profunda de The Maid and The Crocodile!
Além disso, comecei a escrever o artigo sobre a Rebeldia Crocodiliana de Doechii - trabalho o qual apresentei ano passado no VI Brasil in Teias Culturais, na UNEB.
O QUE ESTOU LENDO/ASSISTINDO/OUVINDO/JOGANDO
Lendo: terminei o romance Raybearer - O dom do raio (Ifueko, 2024); comecei a ler Nova (Delany, 2023).
assistindo: vídeos no Youtube sobre ecossistemas de cadernos e canetas-tinteiro.
ouvindo: Hellblade II - Soundtrack (Diaz, 2024); Krushers of the World (Kreator, 2026), The Gold Medal (The Donnas, 2004); Diorama (Silverchar, 2002).
jogando: Tetris Mobile
CONJURADORA OU COCODRILO?
Conjuradora! (eu mesma, Anne Quiangala!)
Embora eu tenha algumas canetas-tinteiro, senti curiosidade em usar uma com o corpo transparente. Não lembro de ter comentado com ninguém, mas confesso que invisto as minhas horas de tela consumindo conteúdo sobre canetas, tintas e cadernos porque acho relaxante. Pois bem, no início do presente ano eu decidi comprar um tinteiro transparente, genérico mesmo, só pra saber se é realmente bacana como parece. A caneta chegou na quarta-feira da semana passada e fiquei inseparável dela desde então. Até aí, nada demais, porém, no sábado, a Kaoru me presenteou com um tinteiro Pilot Kakuro transparente! Quando abri o embrulho, fiquei chocada! Saí de zero pra dois tinteiros transparentes! Perguntei pra ela se sabia que eu queria MUITO uma caneta assim, e ela disse que não. Sabendo que tenho tinteiros de algumas cores, ela comprou a Kakuro na sorte e era exatamente o que eu queria! Gabi então sugeriu que essa semana fosse conjuradora, porque conjurei canetas! Obs. 1: demorei muito pra comprar porque evito consumir de imediato, sem reflexão. Obs. 2: Conjuração é um termo que discuto de forma aprofundada na pesquisa; está relacionado à Ancestralidade. O que eu faço nessa seção é um uso livre e bem-humorado que não expressa o sentido da pesquisa. Afinal, apesar de “nerd”, evito me render à importância dada a ter coisas e valorizá-las demais. Aliás, acabo de lembrar da noção do dinheiro como um “feitiço capitalista”, conforme o povo Aweti (Vanzolini, 2018). Se você observar bem, dinheiro, consumo e as relações atravessadas por ele têm um quê metafísico. Na minha tese, inclusive, contraponho a conjuração à bruxaria branca zoológica (Ko, 2019).
ERROS TAMBÉM NOS ENSINAM
Saiba que essa conversa só existe porque você também está aqui comigo. Então, se você também pira, erra, experimenta e se interessa por pensar em questões de pesquisa, artes, conjuração ou escrita acadêmica fora da sua cabeça, compartilhe suas dúvidas, angústias e notas para mantermos o diálogo dinâmico! Vai que isso te ajuda, me ajuda e nos eleva como comunidade? Se essa conversa fizer sentido, entre na conversa e considere também espalhar a palavra por aí com gente que também sente angústia ou morre de medo de escrever textos acadêmicos ou de fazer pesquisa! Ah, e se você gostou de algo em particular ou gostaria de sugerir um tema, ficarei contente em saber mais sobre isso! Sei que estou em falta com vocês, mas prometo responder os comentários! Não desista!
Obrigada pela leitura.
Até mais!
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Conteúdo público uma vez ou outra, lá no Instagram.
Eu recebo uma considerável quantidade de livros direcionada ao público jovem-adulto. Por um lado, é maravilhoso constatar que a diversidade de experiências é levada em consideração; por outro, é triste que o mercado esteja abarrotado de livros “com diversidade e autoria diversa” que associam “pouco trabalho com a linguagem” à dissidência. Mas esse é um papo pra outro dia!






Cara, GOSTARIA TANTO da tradução dessa obra só pelo jeito que você fala dela.
Demorei tanto pra escolher um presente e acertei na mosca! Ebaaaaa...