#17| Como receber um feedback acadêmico?
Esse texto é pra você que tem medo de caneta vermelha.
ANNEDOTA
Quando ingressei no doutorado, estávamos recolhidas em casa, devido à pandemia de Covid-19, então a grande maioria das disciplinas foi cursada por meio de plataformas de videochamadas e toda aquela história de “estão me ouvindo?”, “tá todo mundo vendo o slide?”, “comenta em áudio porque não consigo ler os comentários”, e, claro, os áudios vazando aqui e acolá1. O curioso disso tudo, nem é a experiência comum de ser um quadrado no mar de quadrados; pra mim, o mais curioso é que cinco anos são tempo suficiente para nos conectarmos com pessoas que nunca havíamos encontrado ao vivo, a ponto de algumas terem mudado o rumo da nossa trajetória radicalmente.
Na segunda metade do doutorado, eu estava passando por um conflito familiar, que me afetou muito psicologicamente2. Isso me fez olhar para tudo numa perspectiva desesperançosa (que eu mesma lia como realista), dificultou a “ida” às aulas e o desempenho acadêmico como um todo. Embora a minha capacidade de leitura e escrita estivesse embotada por aquele momento, os textos e as aulas dessa disciplina sempre me desafiavam a cavar mais fundo e a procurar o caminho de volta para mim mesma: a vontade de ler e o prazer em escrever melhor. Havia espaço e questionamentos sem respostas prontas, havia todo tipo de pessoa em busca de destaque, provocações teóricas e até obviedades, o que me ajudou a sair da inércia.
Quando foi quebrado o primeiro círculo do meu inferno pessoal - a inércia -, eu tive a oportunidade de estar, de fato, presente. Numa das aulas, a professora disse: “O professor só ensina o que sabe e só dá o que tem. “ No mar de coisas interessantes e impactantes que eu anotava, a frase cavou um lugar definitivo na minha mente. Primeiro, porque sintetiza uma compreensão rara sobre a vida no geral e a acadêmica, em particular; segundo, porque eu me deparei com a minha própria situação de miséria emocional (portanto, intelectual) e, por fim, tive que agir em relação a ela.
Tomar consciência significou reconhecer que, estando em sofrimento, eu estava agindo em relação a tudo de modo reativo, lendo com pouca eficácia e sem a abertura ao diálogo que me é característica. Mas afinal, o que eu tinha para oferecer? Quando ela nos convidou a refletir sobre experiências de aprendizagem significativa, coloquei os pés e, então, mergulhei no sentimento transformador que me trouxera ao doutorado, que não era a água do mesmo rio, mas uma que me trouxe de volta o encantamento com a sublime passagem da ignorância ao entendimento (Quiangala, 2023).
O que eu sabia, naquele momento, para poder ensinar? Que tipo de professora eu queria mesmo ser? E, melhor, como aquela professora, com toda a sensibilidade, crítica e rigor teórico - que lhe são característicos - estava me ensinando sobre o que significa ser uma docente do magistério superior?
Naquela disciplina apinhada de gente, a professora tinha o cuidado de oferecer atendimento a cada pessoa com uma atenção integral ao empenho de cada uma delas. Aos poucos, fui notando que os e-mails de feedback a cada atividade me sensibilizavam um pouco mais para o diálogo e me abraçavam com uma generosidade que me faltava naquela pior versão de mim. Ainda assim, cada feedback carregado de entusiasmo3 trazia perguntas e um olhar sobre a pesquisa, e a reflexão a partir desse “monoálogo” me ajudou, aos poucos, a reconquistar o sentido do porquê escrevo e pesquiso.
Depois de um semestre despreparada para receber feedbacks, consegui chegar, aos trancos e barrancos, ao último encontro da disciplina. Naquele ponto, de feedback individual eu sentia que havia avançado, mas a proposta da disciplina - de leitura de textos como leitura da vida e reflexão sobre a condição humana - me acompanharia por muito mais tempo.
Se o professor só ensina o que sabe (e nisso cabe tudo o que leu, fichou e apreendeu) e dá o que tem (generosidade, tempo e compreensão), a pesquisa e o modo de estar no mundo são necessariamente orientados por quem decidimos ser. E, talvez, o maior feedback da disciplina tenha sido o acolhimento e a orientação para fora do que as piores circunstâncias estavam me tornando. E, talvez, ser uma professora abundante tenha a ver tanto com a sensibilidade de ver isso como de prescrever bons livros pra que eu mesma encontrasse as respostas e que me levasse - definitivamente - pra fora de Omelas4 (Le Guin, 2017).
Aprendendo a discernir
Se você passou por uma trajetória universitária sem uma análise do seu desempenho, dificilmente você teve oportunidades reais de crescimento pessoal e acadêmico. Digo isso porque as avaliações que retornam apenas com a nota parecem mais um enigma silencioso do que um retorno. Para melhorar, precisamos saber, por um lado, “o que” está errado e “como arrumar” e, por outro, o que está funcionando. A partir desse par de contrários, sintetizamos novos caminhos viáveis.
Note que, naquele momento sombrio, eu não estava pronta para o diálogo, muito menos para ver caminhos pra além do lado podre de Omelas (Le Guin, 2017). A questão nisso é que feedback é algo relacional, tem a ver com alguém investir tempo em seu crescimento como pesquisadora em formação, mas também tem a ver com saber receber, ainda que positivo. A essa altura da vida você já deve saber que receber afetos positivos também é algo importante, mas difícil quando se está muito lá no fundo.
Algumas pessoas confundem, acham que isso tem a ver com afinidade, mas não necessariamente, pois a função de quem ensina é também orientar para novas leituras, sugerir caminhos teóricos e fazer perguntas que ajudem a aprimorar o trabalho (mesmo que ele seja inseparável da vida). Mas é aquilo: sugere quem sabe, só oferece quem tem o que oferecer.
Essa compreensão é importante pra quem deseja seguir pesquisando, porque receber feedbacks demanda uma habilidade de discernir o que é construtivo do que é pura ação destrutiva em meio a experiências de seminários, correção de artigos e arguições teóricas. É importante não se colocar acima de qualquer avaliação, porque sempre há o que aprender, fora que a validação pelos pares faz com que o conhecimento avance.
É comum que quem não tenha o que oferecer ou ensinar use de ironia, acidez e ataques pessoais ao avaliar o trabalho de alguém. Esse “olhar de cima” que não vê o outro como igual, muitas vezes, vem fantasiado de “copidesque do Word”, notas sobre formatação e comentários vagos com uma linguagem pouco afável. Observe bem: se o copidesque do Word só demanda cliques nas sugestões automáticas e os comentários sobre formatação gastam a maior parte do tempo, o que essa crítica tem a acrescentar ao trabalho? Onde entra o conteúdo?
A forma de um texto acadêmico, assim como a revisão gramatical, são aspectos essenciais, sem dúvida. Entretanto, são usados muitas vezes como um veículo de destruição, violência e mesquinhezas. Quando muito, esse tipo de avaliador que não objetiva contribuir, porque não lê e nem ouve o que está escrito ou sendo dito, sugere suas próprias produções ou obras com as quais se sente mais confortável. É importante anotar tudo sem julgamento e avaliar depois se o comentário procede. Se o comentário parece não encaixar no seu texto e não ajuda, ignore.
Mas antes de rejeitar totalmente uma ideia, é importante analisar as “emoções humanas” que permeiam a sua decisão. Afinal, quem escreve deseja que seu texto seja “bem lido”, então é natural sentir frustração quando nos sentimos atacadas (o que é comum quando somos pessoas dissidentes). Mas é preciso ser honesta sobre a verdadeira motivação para rejeitar a ideia: foi o que me disseram? Foi a forma? Foram as palavras? O que foi dito se ancora em algum trauma? Enquanto estiver sentindo a resistência, é importante focar na autoanálise e no espaço que está se dando verdadeiramente pra aprender.
Observe que aprender a receber feedbacks positivos também faz parte do processo. Sem dúvida, as pessoas têm estilos diferentes de apontar o que funciona, o que pode ir além e o que precisa brilhar. Há experiências positivas, como a da disciplina que cursei no doutorado, e precisamos nos preparar pra elas para aproveitar as transformações que estão sendo oferecidas.
Rigor acadêmico não é paulada intelectual
Embora feedback acadêmico seja lido como a resposta a uma informação ou comportamento no ambiente de formação universitária (Silva, Carvalho, 2021), precisamos observar dois pontos antes de seguir adiante. O primeiro é que precisamos compreender que avaliadores e professores são pessoas com seus desafios, méritos e vazios existenciais que todo mundo tem. Por isso, é importante cuidar das expectativas, da necessidade de validação e de seus limites. Algumas pessoas são mais abertas, é algo delas; outras, nem tanto e isso é algo para observar no processo de identificar no outro, mas sobretudo no momento de autocrítica. O que eu tenho? O que é meu? Quais os meus pontos fortes? Quais as minhas vulnerabilidades? E como isso tudo se relaciona com o outro ou com a imagem que tenho dele?
O segundo é que o entendimento equivocado do termo de origem latina “aluno” faz com que a vida escolar seja uma corrida para deixar o estado de “sem luz”5, correspondente à ignorância e submissão. Essa perspectiva hierarquizada do aluno como alguém incapaz de produzir conhecimento faz com que as pessoas sejam encorajadas a focar no resultado, em vez de verem a si mesmas como “intelectuais em formação”.
Não se permitir ser aprendiz é resultado de uma dinâmica colonial (Vergès, 2021), em que alguns escritos valem mais que os outros e o sonho de quem está embaixo é subir, olhar de cima e retribuir as “pauladas simbólicas”. Claro, se constrangimentos é o que um professor tem a oferecer, sem nenhuma contribuição para ensinar, ele não entendeu que feedback é a troca de informações, o momento em que a experiência do professor é usada em favor do crescimento de quem tem menos experiência. E orientar alguém também é uma experiência de autoavaliação, porque nos percebemos como alguém que acumulou conhecimento, seja do processo, de metodologia ou da vida.
Quando somos capazes de entender que ser aluno não é demérito, nos tornamos aptas para lidar cada vez melhor com as nossas vulnerabilidades: ortografia, morfosintaxe, argumentação ou a leitura. E aptas, especialmente, para aceitar os pontos fortes com naturalidade. Se você conhece os seus pontos fortes, dificilmente, as críticas vindas de pessoas despreparadas vão atingir; não porque o texto esteja perfeito, mas porque nem acidez, nem ataque pessoal e nem desqualificação caracterizam rigor acadêmico. Ser justa consigo e com o seu texto é analisar se a “crítica” contribui, compartilha novos textos e perspectivas, ou simplesmente reconhece que está muito bom e não tem o que contribuir6.
Quando somos capazes de cruzar a linha que - supostamente - separa quem aprende de quem ensina, precisamos estar maduras o suficiente para perceber o quanto um feedback detalhado e cuidadoso é ouro (raro e valioso). É claro, diferente da graduanda que refazia (literalmente) dezenas de vezes os textos em busca da perfeição7 (Quiangala, 2026), a minha versão atual já compreende que não é nem questão de perfeccionismo e nem de aprovação, mas de horizontalidade. É sobre se relacionar com pessoas compreendendo que estamos todas em formação; a diferença é o tanto de leitura e de experiência acumulada, mas ter amizades que sentem e pensam dessa mesma forma também é ouro.

Outro dia, eu estava escrevendo um ensaio sobre um texto que me emocionou bastante, chamado Joanna Mina, de Luciany Aparecida (2022). No processo, fiquei simplesmente petrificada, questionando a minha leitura teórica, o caminho e tudo. Eu já havia concluído o doutorado, o que é importante frisar, porque a angústia vem e vai ao longo da vida, mesmo agora que tenho um “papel que diz que sei das coisas”. Nesse momento, foi muito especial poder contar com a minha brilhante amiga Hildália Fernandes (2023).
Em meio à rotina atarefada, Fernandes (2023) reservou um tempo pra ler o meu manuscrito e que prazer eu senti ao receber o feedback entusiasmado e cheio de notas! Ela usou a aba “revisão” do Word como um espaço para conversar comigo, elucidando o que ela estava entendendo, sugerindo mudar de lugar, acrescentar, reiterar e, claro, caminhos. Ao apontar objetivamente o que é bom e o que não funciona, fazer perguntas honestas e sinalizar os problemas de sintaxe e formatação, Hildália (2023) me ofereceu um outro ponto de vista rigoroso. Rigoroso porque é atento, porque aponta a minúcia com generosidade, atenção e cuidado.
Nessa conversa, com verdadeiro espaço pra aprender, eu senti um respeito tão grande que cada uma das imperfeições destacadas no texto serviu para ampliar o meu entendimento do tema e da minha escrita. Já as observações sobre como aquelas ideias avançavam em relação à tese me mobilizaram, porque me deram um rumo bem-definido (Silva, Carvalho, 2021). Isso jamais teria acontecido se eu não tivesse exposto o texto à leitura de uma pessoa tão respeitosa e preparada, alguém que tem muito a ensinar e a oferecer.
Dito isso, quem sofre com sensibilidade à rejeição8 ou mesmo tem uma avidez disfuncional (perfeccionismo) por melhorar pode partir da noção de que o professor da canetada vermelha está oferecendo o que tem. Nem sempre está se relacionando contigo ou com o seu texto e tudo bem, não é sobre você. Isso não justifica ter um comportamento evitativo, ao contrário: esse é um sinal de que você precisa de espaços seguros e de crescimento, mas também de reflexões profundas sobre por que a crítica te machuca tanto.
Precisamos lembrar que crítica é um processo dialético; precisa apresentar os problemas, mas ser justa ao delimitar o que é controverso, ao destacar o que é estilístico e o que está muito bom. Destacar o que é bom não serve apenas para dar um “reforço positivo”, mas para oferecer caminhos de autoavaliação. Amadurecer academicamente é aprender a ouvir o feedback , interpretar, avaliar as conexões com o trabalho escrito ou apresentado e buscar aplicar as melhorias. Nem sempre quem dá o feedback tem o que oferecer, mas quando tem, isso é determinante para estimular a confiança e a produção (Silva, Carvalho, 2021).
Felizmente, tive professoras e tenho amigas que são brilhantes e plenas. Ter o que ensinar e o que oferecer é muito precioso, mas ter quem investe tempo e conhecimento em seu favor é a pura plenitude. O problema central foi se diluindo aos poucos, mas certamente, só saí da inércia, cruzei para a consciência e cheguei à ação porque sou cercada de generosidade nos feedbacks e sei receber cada um deles: os bons, os despreparados e os “meio a meio”: cada um dá o que tem!
[SEMANA #17] ATUALIZAÇÃO SOBRE A PESQUISA
Essa semana eu participei de um processo seletivo e foi uma experiência muito positiva! Primeiro, porque administrei uma rotina de estudos, elaboração de ideias, essa news, a vida acontecendo e… tive um vislumbre. Segundo, porque, sem esperar, tive um conjunto de feedbacks que delinearam os meus equívocos sem me atacar e sem peso - a tal da horizontalidade e do respeito. Além da abertura, notei que focaram também no que funcionou, no que pode ser aprofundado e lido, ou seja, caminhos. E não porque sou uma “mera aluna”, mas porque estamos todas em processo de aprendizado e, quando temos o que oferecer, é nosso compromisso oferecer! A partir desse feedback eu pude refletir bastante: confiante e, ao mesmo tempo, consciente do que e como posso melhorar.
EVENTOS: ESSA SEMANA FOI MEU ANIVERSÁRIO!
O QUE ESTOU LENDO/ASSISTINDO/OUVINDO
Lendo: Como a Europa subdesenvolveu a África (Rodney, 2022) - cortesia da editora Boitempo.
Assistindo: Rally Dakar 2026 (Youtube).
Ouvindo: Still Sleep (The Skins, 2016), They Say I’m Different (Betty Davis, 1974), e o Acústico Jorge Ben Jor (Jor, 2002).
Jogando: Mortal Kombat XI (Warner Bros., 2019)
¿CONJURADORA O COCODRILO?
crocodilo! (ou jacaré?)
Essa semana eu estava andando no corredor do Instituto de Letras da UnB, procurando uma porta pra sair e a Gabi apontou pra esse detalhe: um peso de porta em formato de crocodiliano. Achei precioso, quando a Gabi disse que aquela era a minha porta de saída, então saímos por lá. Para quem acompanha essa news, esse encontro é particularmente interessante! (espaço pra pensamento mágico, para o acaso e para se atentar em como a pesquisa invade a vida poeticamente). ERROS TAMBÉM NOS ENSINAM
Saiba que essa conversa só existe porque você também está aqui comigo. Então, se você também pira, erra, experimenta e se interessa por pensar em questões de pesquisa, artes, conjuração ou escrita acadêmica fora da sua cabeça, compartilhe suas dúvidas, angústias e notas para mantermos o diálogo dinâmico! Vai que isso te ajuda, me ajuda e nos eleva como comunidade? Se essa conversa fizer sentido, entre na conversa e considere também espalhar a palavra por aí com gente que também sente angústia ou morre de medo de escrever textos acadêmicos ou fazer pesquisa! Ah, e se você gostou de algo em particular ou gostaria de sugerir um tema, ficarei contente em saber mais sobre isso!
Obrigada pela leitura.
Até mais!
OBS: Esse texto é dedicado à professora, à Hildália e tem especial thanks pra Gabi e Isótica que me ajudaram a fazer esse texto acontecer! <3
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Eu mesma tive um episódio, no início do doutorado, de fazer um comentário genuíno sobre a professora, que estava muito bonita (“nossa, a professora está muito bonita!”), e depois dizer “já pensou se o microfone estiver aberto?”. Estava. O nível de vergonha foi tão grande que eu fiquei andando, quente, suando, igual àquela página de A diferença Invisível (Caroline, Dachez, 2017) - e eu nem sabia que eu era autista!
Para contextualizar: nesse período, o sofrimento mental me levou à avaliação neuropsicológica para investigar a hipótese de neurodivergência e caminhos para atenuar o blues. Assim que saiu o resultado (autismo), busquei fazer terapia e estava sendo acompanhada por uma analista (o que não é recomendável para autistas; o ideal, baseado em evidências, é optar por uma abordagem comportamental).
Desde que fiz a disciplina de Grego 1, adoro a palavra “entusiasmo”, porque significa algo como “presença de espírito”, algo vibrante e capaz de mudar as circunstâncias. E particularmente, leio como a “energia” emocional da conjuração.
O conto (?) Aqueles que abandonam Omelas, de Ursula Le Guin (2017), é um texto híbrido (talvez esteja na lista do curso da Taís Bravo e Estela Rosa sobre textos anfíbios) que descreve uma cidade fictícia chamada Omelas. Essa cidade parece, em sua superfície, uma utopia e a grande questão é o paradoxo de ser também uma distopia pra alguns, especialmente os que se exilam. Por que alguns precisam ir embora? Se quiser descobrir, o texto pode ser lido gratuitamente neste link aqui.
Das poucas coisas que retive da aula de Latim 1, temos: 1) o Papa não fala latim, pois é uma língua morta; 2) aluno significa “pupilo”, alguém que está no processo formativo.
Numa avaliação um professor disse, certa vez, que ele não devia estar ali naquele processo. Segundo ele, o trabalho era muito bom, ele via isso, mas como estava deveras distante da área de especialidade dele, se sentiu incapaz de contribuir. Achei muito honesto e justo da parte dele dizer isso publicamente.
Ter a professora de Leitura e Produção de Textos que tive, no início da graduação, foi muito importante porque ela corrigiu vinte vezes um mesmo texto e, por fim, me ensinou que “uma hora a gente tem que deixar o texto em paz”.
É uma característica muito comum a pessoas com TDAH, mas também pode ser resultado do acúmulo de experiências traumáticas, como o racismo. Por isso, é sempre importante ter um acompanhamento profissional adequado.








PARABENS ANNE!!